segunda-feira, 13 de junho de 2011

Saudade, amigos

Saudade, reflexos de um amigo numa superfície de café frio
Dessas de verdade, afinando o violão na garagem da namorada
Maldade, aqui sozinho tremendo sem saber o que se passa na vida
Felicidade, imaginar nós de novo, um dia, pela manhã à noite

Mesmo sabendo que não vai ser tão entorpecente
Quero ver de novo na praia o sol nascente!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sobre luzes verdes no céu

Pequenos flashes do escuro pouco iluminado num ponto alto. As pupilas se dilatam e as cadeiras se ajeitam para que a luz do poste, antes fraca, pare de nos perfurar os olhos. Inquietude ou calmaria, conversas suaves, gostosas e tristemente profundas. Sensíbilade, clareza, é assim que chamava-se, tanto faz, o importante é que eram.
E agora tenho que me adequar a tudo isso, sem que me entendam, de verdade. São poucos os que se entregam tão facilmente, mesmo que para os inerentes bem-escolhidos. É bem difícil não ser chato, mas a primeira impressão é a que importa. Noite estranha, muitas responsabilidades, pouco tempo, dor de barriga. E foi assim que a chuva hoje não me impediu de um tempo de caminhada e um dinheiro ambos de 20, me levassem a chocolates e bolachas em exagero.
Mas que mundo é esse tão cruel?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mesmo escrevo

Faz tempo que não escrevo, e sempre, desde que escrevo, começo muitos dos meus escritos com "Faz tempo que não escrevo". Isso significa a ver de muitos que não tenho mais nada para dizer. De fato, no entanto nunca tive nada para dizer, ou melhor, tive, e tenho, mas já me cansei.  Digo à mim mesmo, para me aliviar. Não escrever significa que estou aliviado, é bom, significa que não estou tentando desesperadamente me prender às coisas, mas que as estou vivendo num fluxo mais confortável.
As pessoas não se entendem, eu sei, digo, literalmente não se entendem, a linguagem é falha. Por isso cheguei a pensar a expor-me para que tentassem entender minhas palavras mais próximas ao meu ângulo, mas impossível, nem eu mesmo sei me expor sem que a exposição não seja também falha. Tudo é falho, tudo o que sai de mim, de você e do outro.
Mas eu admito isso com uma tristeza bem sincera.
Talvez estja entorpecido nela, talvez não, mas se sim, que assim fique, porque assim funciona bem em mim.

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Now that San Francisco's gone/ I guess I'll just pack it in/ Wanna wash away my sins/ In the presence of my friends