terça-feira, 16 de agosto de 2011

Leitura

Uma mistura de tédio, sêde e um sono bem de leve, e agente pega o livro e começa a ler. Nossa, esse môço parece comigo: Ah! Exatamente! Mas eu não fumo tanto assim... não sou como ele. E derrepente aparece uma moça nova. Nossa, me pareço também com essa moça. Conclusão: Sou uma mistura daquele homem com essa mulher. Mas nem tanto. Como é que o cara conseguiu separar essas duas personagens? Se ficasse só em um, seria eu, acho. E continua...
Ai que sede - e começa uma dor nas costas. Vai distraindo, distraindo, perdendo o foco. Derrepente percebe que leu a mesma linha de novo: acho que vou parar, beber uma água, fazer alguma coisa. Fecha o livro num desprazer de ter lido menos do que esperava, ajeita o marca-páginas de um jeito todo cuidadoso sem querer largar, enfia beeeem no cantinho da página, como se fosse separar a brochura de tanta força. Levanta. Ai, não tem água, só um pouquinho. Come alguma coisinha, vai ver o sol lá fora, descalço - se distrai, quando vê: Nossa tô pensando em forma de livro. Tem forma, tem estilo, tem acento no êle. E o sol não é mais sol, e o chão não é mais chão: é coisa que brilha, esquenta e queima, e coisa gelada, suja e àspera. As palavras derrepente viram seus adjetivos mais charmosos, no estilo, e começa a descrever tudo, como se fosse chegar costurando num final épico.
Continua pensando sempre ousado, continua costurando umas que vão de dissolvendo na memória. Se preocupa com algo, um lapso de realidade - e sente o sol queimando realmente, continua andando, observa a sua sombra e se distrai de novo. Ai! Serão rimas? Não! Amoras! Abre o portão, entra cansado senta no computador e escreve a sua própria historinha (disciplinado) por que quando pensou em escrever já sentiu (Ai que preguiça, vontade de jogar videogame e comer um nescau cereau), e muitas das coisas ficaram esquecidas, já é um outro estilo.
P.S.: Vai editar e não consegue uma fonte boa que frize os itálicos e o espaçamento do jeito que queria.

domingo, 7 de agosto de 2011

Noite quente

Essa noite estranha, quente, que anuncia o começo de uma nova era (época do ano) - eu meço o tempo por épocas do ano, e eu me sinto velho toda a vez que eu sinto o calor morno ou o frio seco pela primeira vez em cada ano - e eu fico aqui sem sono, sem saber o que fazer. Vai ser verão, derrepente, e daí? Sinto que algo deveria acontecer, e eu fico aqui esperanto o vento trazer.

sábado, 6 de agosto de 2011

Carta à lua

Fiquei pensando hoje em você. Não pensei por muito tempo, mas pensei um tanto que não se tornaria muito desagradável de pensar, por causa que quanto mais agente pensa, mas a saudade aparece. Ai, queria estar com você em algum lugar agora. Queria estar com todos e mais alguns, em algum tipo de festinha, com picolés e drinks e luzes e Air e Pulp e tudo mais.
Fiquei aterrorizado hoje ao lembrar derrepente do calor do verão. Essas coisas de estações do ano simplesmente me chocam muito. É com elas que agente repara o tempo passando, o tempo que já foi, e o tempo incerto do futuro. Fiquei vendo fotos. Somos mesmo muito legais e muito amigos. Todos nós. Pelo menos eu trato as coisas assim. Queria que fôssemos ainda mais. Boa noite para a minha linda e para todos os outros. Beijos.

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Now that San Francisco's gone/ I guess I'll just pack it in/ Wanna wash away my sins/ In the presence of my friends