Esse vai um desses só pra mim. Comi hoje numa churrascaria com um amigo, sem pensar no dinheiro.
Esse final de semana aconteceram várias coisas, ainda continuando implícitas aqui e ali, e se tudo der certo, sempre continuarão até que eu morra, e quem sabe?
Um desses sonhos que nos vêm mas que às vezes temos certo receio, como a imortalidade, é o meu devaneio em ter uma memória acumulativa simultânea em alta definição, com informação sobre tudo o que eu vi, pensei, escutei, cheirei, toquei e todos os sabores, como se a minha vida fosse se acumulando e acumulando e que eu pudesse sempre em mente presenciar esse filme no momento exato que quero, em detalhes perfeitos.
Cansei de estudar isso e aquilo, de falar isso e aquilo, de ter que parecer isso e aquilo, de não poder esbravejar com quem eu quero quando eu quero, mas que bom que ninguém é assim comigo. O mundo dos sonhos poderia ser tão importante e constante quanto a realidade de alguém desperto. Quero mesmo é sei lá. Quero o que deus quer pra mim. Ah, se fosse fácil assim.
Estudar aquilo que me dá vontade, não dá mais tanta vontade quando eu me imagino deitado num abraço aconchegante.
Meus desejos se batem com meu sono, essa noite aqui, desse dia tão diferentemente igual.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Saudade
Essa vontade de estar fazendo algo e mesmo assim ter uma certa preguiça de se levantar, porque nada seria suficiente bom para se fazer.
Parece que acabamos de acordar quando na verdade nem dormimos, e então supostamente a próxima coisa do dia, a continuação, não vem.
Um dia calmo, sem ninguém em casa ou na rua, e assim quieto, e só. Mesmo assim a janela nos convida ensolarada e bela, nos expulsando da inércia sem rumo aparente.
As coisas talvez fiquem nostálgicas, mas aquele impulso que nos traz sempre a dúvida de porque ainda estamos parados não nos deixa nem concentrar em absolutamente nada, nem ao menos no sono que acaba vindo, e não conseguimos nem dormir.
Tudo o que só pode fazer é ficar ali a espreita, esperando passar uma parte do dia a qual vamos agarrar às pressas.
Fora isso tudo, eu tomei coragem de vir aqui, e agora que estou aqui, pensei em porque não já não ir ao mercado comprar aquele pão de sal que falta? E quem sabe que surpresas nos esperam no asfalto quente...e na saudade?
Parece que acabamos de acordar quando na verdade nem dormimos, e então supostamente a próxima coisa do dia, a continuação, não vem.
Um dia calmo, sem ninguém em casa ou na rua, e assim quieto, e só. Mesmo assim a janela nos convida ensolarada e bela, nos expulsando da inércia sem rumo aparente.
As coisas talvez fiquem nostálgicas, mas aquele impulso que nos traz sempre a dúvida de porque ainda estamos parados não nos deixa nem concentrar em absolutamente nada, nem ao menos no sono que acaba vindo, e não conseguimos nem dormir.
Tudo o que só pode fazer é ficar ali a espreita, esperando passar uma parte do dia a qual vamos agarrar às pressas.
Fora isso tudo, eu tomei coragem de vir aqui, e agora que estou aqui, pensei em porque não já não ir ao mercado comprar aquele pão de sal que falta? E quem sabe que surpresas nos esperam no asfalto quente...e na saudade?
domingo, 4 de setembro de 2011
?
Vomito de pés suados o pouco que tenho do sol que entra. Os pernilongos não param de me perseguir, sinto-me acuado. Não há ninguém aqui por quem valha comer as frutas que eu tenho na geladeira. Persisto não afundar nessa areia mesmo sem saber se realmente há um fundo, limpando as sobras do vomito da minha garganta arranhada, tento olhar para as paredes e ver se enxergo alguma solução, alguma companhia, mas continuo sempre enjoado, perturbado, tonto e fedido. Não há banho, masturbação, comida, som, sabor, nada, não há nada. Nem o calor mesmo eu percebo direito, somente as minhas mãos se mexem inescrupulosas buscando os dorsos dos insetos que me cercam.
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Quem sou eu
- Daniel
- Now that San Francisco's gone/ I guess I'll just pack it in/ Wanna wash away my sins/ In the presence of my friends